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luiz skora

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Blog do Skora

21 de Setembro de 2015, 20:36 , por luiz skora - | No one following this article yet.
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Só um bloguezinho despretencioso


Rogério Campos, um vereador a serviço da empresas do transporte público

29 de Setembro de 2015, 21:49, por luiz skora - 1Um comentário

Imagem: Sindimoc - Cena se repete todos os dias / Foto: Gerson Klaina

Imagem: Sindimoc - Cena se repete todos os dias / Foto: Gerson Klaina

 

Na última sexta-feira, dia 25/09, o vereador Rogério Campos do PSC apresentou uma proposta de lei municipal, no mínimo, controversa (para não dizer tosca). <aqui>

O ilustríssimo vereador quer que os Guardas Municipais de Curitiba patrulhem as estações-tubo da cidade e os ônibus, não para coibir os corriqueiros assaltos e arrastões que ocorrem nos coletivos das caneletas exclusivas do transporte público e sim, para enquadrar e multar os pula-catraca (usuários em embarcam nos coletivos sem pagar a passagem)

E não é coisa pouca, pelo projeto do insigne vereador, se neguinho for pego furando a porta três do busão, vai ter que desembolsar 50 passagens de multa (50 x R$ 3,30 = R$ 165,00) se reincidir, o valor dobra, R$ 330,00.  Se o querido leitor ainda acha pouco, caso o fura-catraca seja menor de idade, quem vai ter que pagar a multa são os pais ou responsáveis deste perigoso infrator.

Não é mesmo uma benção um negócio desses?

Eu aqui, neste espaço mal escrito, não pretendo fazer uma defesa dos pula-catra ou fura-tubo, não mesmo. Pagar para utilizar o transporte público é nada mais que um ato de cidadania. Se meu vizinho, meu colega de viagem, paga pela passagem, eu também devo pagar. É um valor absurdo por um transporte de qualidade duvidosa, mas é assim que a coisa funciona, infelizmente.

O que me deixa realmente puto dentro das calças é a medida sugerida pelo vereador do PSC.

Ora, por que alguns usuários invadem os biarticulados pela porta 3 sem pagar a passagem?

( ) a. Por que são vagabundos, desordeiros, criminosos de altíssima periculosidade.

(x) b. Simplesmente, porque é muito fácil embarcar no busão pela porta 3, sem ter que desembolsar os R$ 3,30 da passagem.

Ainda na mesma sexta-feira, quando fui no lançamento do livro do Paulo Henrique Amorim, na APP, no tubo da rua da cidadania do Boa Vista, vi um grupo de uma meia-dúzia de menininhas, com não mais que 13 anos de idade, todas com uniforma escolar de uma escola aqui da região, embarcarem pela porta 3 na maior tranquilidade. Apenas uma delas não conseguiu ou não teve coragem para “furar o busão” e chorava copiosamente, culpando-se por seu fracasso na aventura criminosa pré-adolescente.

O Vereador Rogério Campos do PSC quer punir os pais destas menininhas com multa de 165 reais, por causa de uma falha de projeto nas estações tubo que facilita o embarque de usuários não pagantes no sistema?

Que palhaçada é essa?

 

Usar o transporte público de Curitiba sem pagar é muito fácil, é mais que um convite para embarcar sem pagar passagem.

O trocador, fica fechado em seu chiqueirinho dentro do tubo, mais preocupado com o troco do que com usuários próximos à porta 3.

O motorista está a uns 15 metros desta porta, cuidando pelo retrovisor se todos os passageiros já embarcaram e desembarcaram e se, por acaso perceber que alguém furou a porta 3, só vai tomar alguma atitude se for um tremendo CDF puxa-saco de patrão, ou se dormiu com a bunda descoberta, broxou e precisa descontar sua raiva em alguém.

Está mais do que na cara que Rogério Campos (PSC) quer é capitalizar com o erro de projeto da URBS, fazer média com o empresariado do transporte e ainda passar por bom moço perante as pessoas de ben's de Curitiba que nunca precisaram embarcar num biarticulado em horário de pico.

Se o vereador tivesse alguma preocupação real com o transporte público de Curitiba, proporia uma readequação, um reprojeto das estações tubo, que impedissem este tipo de “invasão”.

Se fosse um vereador realmente do povo e para o povo, estaria pleiteando e cobrando a revisão da planilha da tarifa técnica do transporte, a revisão do contrato fraudulento de licitação arranjado e assinado durante as gestões de Richa e Ducci.

Se estivesse preocupado com a categoria dos motoristas e cobradores, classe que o elegeu, estaria batalhando para defender os interesses destes trabalhadores.

Mas não, Rogério Campos (PSC) é um vereador a serviço da empresas do transporte público de Curitiba que acha ser muito mais conveniente deslocar um efetivo da Guarda Municipal de Curitiba para fiscalizar e multar os usuários que embarcam nos ônibus sem pagar, do que em usar seu mandatdo de vereador para  empenhar em entender o porquê destes usuários embarcarem nos ônibus sem pagar.

Rogério Campos(PSC) é uma vergonha para Curitiba e para os curitibanos.

Parabéns pela péssima escolha aos 3.838 eleitores de Rogério Campos.

 

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rogeriocampos.pdf

29 de Setembro de 2015, 21:48, por luiz skora

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Um domingo qualquer na capital mais reacionária do país

27 de Setembro de 2015, 15:12, por luiz skora - 1Um comentário

Hoje, durante minhas leiturinhas regulamentares, dois artigos na versão on-line da Gazeta do Povo conseguiram colocar meus neurônios em modo DEFCON-2(1).

Vale lembrar que a Gazeta do Povo é o maior jornal impresso do Paraná e pertence ao grupo GRPCOM, grupo de comunicação que controla diversos jornais impressos, rádios, emissoras de TV e portais de internet no estado e que, por meio desta propriedade cruzada dos meios de comunicação, monopoliza praticamente toda a informação jornalística de grande penetração nesta parte do país, mas isso é assunto para uma outra postagem.

Numa destas matérias, os repórteres, Felippe Aníbal e Marcelo Andrade,  dão seu relato do que se transformou a rua São Francisco, entre a Praça de Bolso do Ciclista e a Rua Riachuelo no centro da capital, depois da criação da Praça, logo no inicio do mandato de Fruet.

Como não podia deixar de ser, o relato, a opinião de quase todos os entrevistados e o espaço de comentários da matéria é negativa sobre a ocupação da praça pelas mais variadas tribos vindas principalmente da periferia da cidade. Quem nunca passou pelo local numa sexta-feira a noite ou numa tarde de domingo, ficará com a nítida impressão de que o lugar se transformou num antro de baderneiros, desocupados e drogados que servem de nada, a não ser atrapalhar os comerciantes e moradores da região.

Infelizmente, para o leitor do jornalão tomar conhecimento de que a coisa não é bem assim, precisa ir lá na rua São Francisco e participar do fervo, ou então, confiar no relato deste polaco que aqui escreve. Claro que alguns dos frequentadores fumam seus baseadinhos, claro que entornam seus tubão, claro que fazem suas rodinhas e batem papo e cantam suas músicas, mas isso não é uma exclusividade da rua tomada pelo povão, fazem isso em qualquer lugar da cidade com o diferencial de que ali, na São Francisco na praça de Bolso do Ciclista, o fazem em segurança, protegidos pelo enorme contingente de guardas municipais que estão sempre presentes.

Fica mais do que evidente de que a grande preocupação da matéria da Gazeta não é o que as tribos da periferia fazem na rua é sim, a pura e simples presença destas tribos no centro histórico revitalizado da cidade. Para os jornalistas, os entrevistados e comentaristas o lugar de gente da periferia é escondido na periferia, onde não possam ser vistos, onde não choquem, não interajam, não incomodem.

Para os cidadãos de ben's de Curitiba, as pessoas da periferia só podem ir até o centro da cidade para bater ponto, trabalhar ou para consumir nas lojas, restaurantes e bares. Nunca para o lazer, para encontrar amigos.

Estas pessoas mesquinhas que veem a cidade como um patrimônio pessoal, veem a cidade como “Minha Cidade” nunca como “Nossa Cidade,” não merecem o status de cidadãos e talvez, bem por isso mesmo, não conseguem compreender o que significa a cidadania.

 

Na outra matéria, um artigo do olavete paulinho martins, um jornalista sem talento que ficou famoso por seus comentários nos “jornalísticos” da TV do Ratinho, onde nada mais faz além de atacar incansavelmente o Partido dos Trabalhadores, faina que quase lhe garantiu uma vaga de deputado federal pelo PSC nas últimas eleições.

Desta vez, paulinho faz um verdadeiro malabarismo, uma masturbação intelectual própria dos olavetes, para desconstruir o fim do financiamento de campanhas eleitorais por pessoas jurídicas, decidido pelo Supremo Tribunal Federal na semana passada.

Segundo a falta de lógica do colunista, a maior causa da corrupção no Brasil é o próprio estado e a única solução para este problema da corrupção, seria a entrega total do estado nas mão da iniciativa privada.

Um raciocínio torpe, repleto de erros e sem nenhum embasamento, mas que não espanta justamente por vir de onde veio.

O que espanta mesmo, é que tal tipo de opinião deturpada e tendenciosa tenha espaço num veículo de comunicação com tão grande poder de penetração.

Argumentos contrários ao fim do financiamento privado existem sim e deveriam ser debatidos, mas usar da decisão do STF para fazer proselitismo panfletário ideológico em prol de um estado mínimo ou inexistente passa bem longe de promover algum debate, é nada mais que pura doutrinação de incáutos.

 

Quais interesses movem a Gazetona ao promover estes tipos de ideais?

Blog do Skora

(1) – DEFCON-2: Escala de prontidão das forças de defesa estadunidenses, onde 5 é o nível de menor perigo e 1 de ameaça eminente.

 



Voltei

21 de Setembro de 2015, 20:46, por luiz skora - 33 comentários

Depois de mais de um ano no exílio, escondido naquele antro coxinha conhecido como facebook, resolvi voltar a faina de blogueiro sujo onde meus textos não se perderão em meio a posts odiosos, fotografias de gatinhos e gente chata aporrinhando.

Não mais como o imortal Polaco Doido, agora sou eu mesmo, o Skora. Um cara que se você ainda não conhece, deveria conhecer e convidar para uma cerveja.