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luiz skora

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Blog do Skora

21 de Setembro de 2015, 20:36 , por luiz skora - | No one following this article yet.
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Só um bloguezinho despretencioso


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29 de Setembro de 2015, 21:48, por luiz skora

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Um domingo qualquer na capital mais reacionária do país

27 de Setembro de 2015, 15:12, por luiz skora - 1Um comentário

Hoje, durante minhas leiturinhas regulamentares, dois artigos na versão on-line da Gazeta do Povo conseguiram colocar meus neurônios em modo DEFCON-2(1).

Vale lembrar que a Gazeta do Povo é o maior jornal impresso do Paraná e pertence ao grupo GRPCOM, grupo de comunicação que controla diversos jornais impressos, rádios, emissoras de TV e portais de internet no estado e que, por meio desta propriedade cruzada dos meios de comunicação, monopoliza praticamente toda a informação jornalística de grande penetração nesta parte do país, mas isso é assunto para uma outra postagem.

Numa destas matérias, os repórteres, Felippe Aníbal e Marcelo Andrade,  dão seu relato do que se transformou a rua São Francisco, entre a Praça de Bolso do Ciclista e a Rua Riachuelo no centro da capital, depois da criação da Praça, logo no inicio do mandato de Fruet.

Como não podia deixar de ser, o relato, a opinião de quase todos os entrevistados e o espaço de comentários da matéria é negativa sobre a ocupação da praça pelas mais variadas tribos vindas principalmente da periferia da cidade. Quem nunca passou pelo local numa sexta-feira a noite ou numa tarde de domingo, ficará com a nítida impressão de que o lugar se transformou num antro de baderneiros, desocupados e drogados que servem de nada, a não ser atrapalhar os comerciantes e moradores da região.

Infelizmente, para o leitor do jornalão tomar conhecimento de que a coisa não é bem assim, precisa ir lá na rua São Francisco e participar do fervo, ou então, confiar no relato deste polaco que aqui escreve. Claro que alguns dos frequentadores fumam seus baseadinhos, claro que entornam seus tubão, claro que fazem suas rodinhas e batem papo e cantam suas músicas, mas isso não é uma exclusividade da rua tomada pelo povão, fazem isso em qualquer lugar da cidade com o diferencial de que ali, na São Francisco na praça de Bolso do Ciclista, o fazem em segurança, protegidos pelo enorme contingente de guardas municipais que estão sempre presentes.

Fica mais do que evidente de que a grande preocupação da matéria da Gazeta não é o que as tribos da periferia fazem na rua é sim, a pura e simples presença destas tribos no centro histórico revitalizado da cidade. Para os jornalistas, os entrevistados e comentaristas o lugar de gente da periferia é escondido na periferia, onde não possam ser vistos, onde não choquem, não interajam, não incomodem.

Para os cidadãos de ben's de Curitiba, as pessoas da periferia só podem ir até o centro da cidade para bater ponto, trabalhar ou para consumir nas lojas, restaurantes e bares. Nunca para o lazer, para encontrar amigos.

Estas pessoas mesquinhas que veem a cidade como um patrimônio pessoal, veem a cidade como “Minha Cidade” nunca como “Nossa Cidade,” não merecem o status de cidadãos e talvez, bem por isso mesmo, não conseguem compreender o que significa a cidadania.

 

Na outra matéria, um artigo do olavete paulinho martins, um jornalista sem talento que ficou famoso por seus comentários nos “jornalísticos” da TV do Ratinho, onde nada mais faz além de atacar incansavelmente o Partido dos Trabalhadores, faina que quase lhe garantiu uma vaga de deputado federal pelo PSC nas últimas eleições.

Desta vez, paulinho faz um verdadeiro malabarismo, uma masturbação intelectual própria dos olavetes, para desconstruir o fim do financiamento de campanhas eleitorais por pessoas jurídicas, decidido pelo Supremo Tribunal Federal na semana passada.

Segundo a falta de lógica do colunista, a maior causa da corrupção no Brasil é o próprio estado e a única solução para este problema da corrupção, seria a entrega total do estado nas mão da iniciativa privada.

Um raciocínio torpe, repleto de erros e sem nenhum embasamento, mas que não espanta justamente por vir de onde veio.

O que espanta mesmo, é que tal tipo de opinião deturpada e tendenciosa tenha espaço num veículo de comunicação com tão grande poder de penetração.

Argumentos contrários ao fim do financiamento privado existem sim e deveriam ser debatidos, mas usar da decisão do STF para fazer proselitismo panfletário ideológico em prol de um estado mínimo ou inexistente passa bem longe de promover algum debate, é nada mais que pura doutrinação de incáutos.

 

Quais interesses movem a Gazetona ao promover estes tipos de ideais?

Blog do Skora

(1) – DEFCON-2: Escala de prontidão das forças de defesa estadunidenses, onde 5 é o nível de menor perigo e 1 de ameaça eminente.

 



Voltei

21 de Setembro de 2015, 20:46, por luiz skora - 33 comentários

Depois de mais de um ano no exílio, escondido naquele antro coxinha conhecido como facebook, resolvi voltar a faina de blogueiro sujo onde meus textos não se perderão em meio a posts odiosos, fotografias de gatinhos e gente chata aporrinhando.

Não mais como o imortal Polaco Doido, agora sou eu mesmo, o Skora. Um cara que se você ainda não conhece, deveria conhecer e convidar para uma cerveja.